terça-feira, 27 de outubro de 2009

Raiva




Nunca na vida me senti assim. Sinto que tenho milhões de palavras entaladas na garganta, ansiosas por sair. Mas não as deixo sair, porque não sou má.


Engulo.


E engulo.


E respiro fundo.




Passado uns minutos sinto a mesma raiva novamente. Só me apetece pegar num lápis e parti-lo ao meio. Não me contenho, e tento partir um que estava sossegado na 'latinha' . Que estúpida, nem o consigo partir. Magoei a minha própria mão em vez de acabar com a vida do lápis. Pobre miúda.
Pego numa almofada e grito com toda a força esvaziando os meus pulmões de ar (e de ira). Uf, isto ajudou. Mas magoei-me na mesma. A minha dor de garganta voltou.

O meu coração continua pesado. Não sei que fazer mais. Talvez mande bolas para descampados, ou mande 'balázios' com a Teté para a China (que falta fez hoje a aula). Talvez parta a minha guitarra contra o chão, como se vê na maior parte dos videoclips. Mas não consigo, gosto demasiado dela.

A sério, preciso de descansar a minha cabeça. Sentar-me na erva molhada e olhar para o céu azul, com uma nuvem ou outra e divertir-me a ver as formas delas. Fechar os olhos e ouvir o canto dos passarinhos, sentir o aroma das flores e a brisa na pele. Só uns momentos.






Naah, não dá. Vou continuar a (tentar) partir lápis.

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