
Estive outra vez com ele. Já perdi a conta das vezes que estivemos juntos...o certo é que depois de estar com ele parece que a minha vida se torna mais fácil, mais alegre, mais animada.
É impressionante a maneira como nos entendemos bem, não é? Ninguém percebe o que nós dizemos com um olhar ou com um sorriso o que se diz em dezenas de palavras. Ou quando, sem razão nenhuma, rimo-nos à gargalhada até ficarmos com lágrimas nos olhos e alguém comenta "Oh, estão na idade do armário". Chamem-lhe isso chamem...cá para para mim é muito mais do que isso. Mesmo muito mais.
Eu própria não percebo como é que duas pessoas se podem dar tão bem como nós. Parecemos irmãos, mas daqueles que não discutem (eu sei,isso é impossível. mas no nosso caso não). Desde que me lembro brincávamos juntos e aproveitávamos todos os momentos ao máximo até chegar a hora de dizer adeus. Aquele miúdo é demais, acreditem.
Tal como muitas tardes que desfrutámos, hoje foi uma delas. Depois de uma sessão de estudo em casa da avózinha fomos ter o nosso 'encontro' de fim de semana. Tal como temos feito ultimamente (e não sei porquê) fomos lanchar a um café que estava cheiinho de gente - nada habitual. Alegria das alegrias, já tínhamos que fazer naqueles 15 minutos. Comentar o que víamos.
Sei que parece estúpido, mas o que mais gostamos de fazer é imaginar coisas onde elas não estão. Quem nos conhece diz que parecemos uns doidos que não temos onde cair mortos. Que interessa? É divertido e é.
Ao nosso lado estavam dois azeiteiros (um deles tinha um diamante na orelha) que não paravam de olhar. Chegou um terceiro elemento, ou melhor, terceira. Virei-me para ele e disse: "Ai meu deus, olha esta gata aqui ao lado..." E ele olhou. Começou logo a rir, com aquele riso que parece que está a cair numas escadas, e que é extremamente contagiante.
À nossa frente estava um casal de velhinhos, daqueles mesmo queridos, a tomar o seu chá. Foi ele que reparou neles. Claro, ele é muito pior do que eu. "Olha, olha aqui, aquela senhoraahahahaha!" No momento em que eu olhei, bem, nao me conti. Tinha uma cara mesmo engraçada e estava a 'pensar no destino' (nao liguem, piada nossa).
Também nos rimos duma miuda que se estava a portar mal e estava a chatear a mãe. Foi ele que me ensinou uma maneira de não achar as aulas tão seca: olhar para alguém e imaginá-la com o cabelo de outra pessoa qualquer. Tem muita piada especialmente com professores mas resulta com qualquer um. E acreditem que as aulas passam mesmo rápido.
E assim acabou o nosso 'encontro', com lágrimas de riso e caras vermelhas. Fomos outra vez à avózinha que foi um grande final de tarde. Entrei no quarto dela e disse "Então 'vó, tass bem?". Obviamente nao esperava resposta. "TASS" diz ela. Agarrei-me à barriga e tive um ataque 'daqueles'.
Despedi-me dele. Provavelmente só o vejo no encontro.
Antes que pensem alguma coisa, ele é meu primo :D Não esperavam esta?
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