sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Nada

Sento-me nesta cadeira já gasta, e não me sai nada da cabeça. Temas, temas...não há nada aqui dentro? A pergunta até faz eco, e nem uma resposta. Nem uma mísera resposta. Por desespero, pego no Yoda e faço-lhe a mesma pergunta, já que nem eu própria sei responder. Ele 'diz' que a força está comigo. Ei, que bom! É óptimo saber que a criatura verde de orelhas alienígenas me dá apoio. Que parvoíce, é um boneco saído de um happy meal e eu ainda lhe dou importância.
"Paradoxos", diz a outra. Paradoxos?...às vezes não percebo a velocidade do raciocínio dela. Passa-me à frente, completamente. Ainda lhe pedia para explicar como se eu fosse muuuito burra, mas achei melhor não, coitada.
Ultimamente tem sido assim. Parece que alguém me roubou a imaginação, o prazer de viver. Foi tudo muito rápido...num piscar de olhos. Roubaram-me mesmo, e eu nem piei. Ou melhor, nem notei. Estava demasiado preocupada em fazer tudo perfeito, em ser a menina boazinha e querida que nunca comete erro nenhum. Porquê? Mais eco...nao, o bonequinho não responde a isto. Tenho de ser eu a responder. É pelo simples facto de estar a preocupar-me mais com o Futuro do que com o Presente. Não estou a apreciar nada do que acontece, estou a planear coisas. E porquê? Isso já não sei.
Vou apenas dizer o que uma vez me disseram, há pouco tempo, que me trouxe à realidade:


"Nunca permitas que as tristezas do passado e as incertezas do futuro te estraguem a alegria do presente".


Prometo que vou continuar a tentar.







Nao deu Bea, sorry.
Fica para a próxima. (pediram resgate! Yay :P)

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Diz-me

Só quero ouvir aquela palavra. Aquela palavra que digo e ouço tantas vezes (até demais), que é tão banal para mim e pelos vistos para ti não.
Quero que a digas para ficar tudo bem (comigo). Mas quero que a digas por achares que a deves dizer. Sei lá o que vai nessa cabeça...provavelmente nada parecido com o que vai na minha.
Mas não descanso enquanto não vieres ao pé de mim, me olhes nos olhos e disseres a palavra de oito letrinhas que eu anseio por ouvir.
Sim, estou a dar em doida, eu sei. E sabes bem porquê, não sabes?
Só gostava de voltar atrás e quebrar o gelo! Perguntar o que tanto queria perguntar, dizer o que tanto queria dizer. As palavras fugiram-me da boca e tu deixaste-as escapar, ou fingiste que não as viste. É, acho que foi mais isso. Fingiste. Tudo. Tão bem que eu acreditei, se calhar até de uma maneira que não devia. Fizeste-me acreditar e depois largaste-me a mão, de repente.
E agora estou assim, à espera que me digas "desculpa" para poder seguir em frente e não pensar mais no assunto. Não te estou a pedir nada de mais... não te estou a pedir grande coisa, pois não? Só queria que ouvisses o que tenho para dizer, mesmo estando tão longe de mim.



Nem sequer quero que faças aqueles olhinhos...diz desculpa, apenas.