quarta-feira, 28 de outubro de 2009


"Smile, even if it's a sad smile, because sadder than a smile is the sadness of not knowing how to smile."
Por mais que leia, não entra. Simplesmente, não entra.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Raiva




Nunca na vida me senti assim. Sinto que tenho milhões de palavras entaladas na garganta, ansiosas por sair. Mas não as deixo sair, porque não sou má.


Engulo.


E engulo.


E respiro fundo.




Passado uns minutos sinto a mesma raiva novamente. Só me apetece pegar num lápis e parti-lo ao meio. Não me contenho, e tento partir um que estava sossegado na 'latinha' . Que estúpida, nem o consigo partir. Magoei a minha própria mão em vez de acabar com a vida do lápis. Pobre miúda.
Pego numa almofada e grito com toda a força esvaziando os meus pulmões de ar (e de ira). Uf, isto ajudou. Mas magoei-me na mesma. A minha dor de garganta voltou.

O meu coração continua pesado. Não sei que fazer mais. Talvez mande bolas para descampados, ou mande 'balázios' com a Teté para a China (que falta fez hoje a aula). Talvez parta a minha guitarra contra o chão, como se vê na maior parte dos videoclips. Mas não consigo, gosto demasiado dela.

A sério, preciso de descansar a minha cabeça. Sentar-me na erva molhada e olhar para o céu azul, com uma nuvem ou outra e divertir-me a ver as formas delas. Fechar os olhos e ouvir o canto dos passarinhos, sentir o aroma das flores e a brisa na pele. Só uns momentos.






Naah, não dá. Vou continuar a (tentar) partir lápis.

domingo, 18 de outubro de 2009

Hot Chocolate


Estive outra vez com ele. Já perdi a conta das vezes que estivemos juntos...o certo é que depois de estar com ele parece que a minha vida se torna mais fácil, mais alegre, mais animada.

É impressionante a maneira como nos entendemos bem, não é? Ninguém percebe o que nós dizemos com um olhar ou com um sorriso o que se diz em dezenas de palavras. Ou quando, sem razão nenhuma, rimo-nos à gargalhada até ficarmos com lágrimas nos olhos e alguém comenta "Oh, estão na idade do armário". Chamem-lhe isso chamem...cá para para mim é muito mais do que isso. Mesmo muito mais.


Eu própria não percebo como é que duas pessoas se podem dar tão bem como nós. Parecemos irmãos, mas daqueles que não discutem (eu sei,isso é impossível. mas no nosso caso não). Desde que me lembro brincávamos juntos e aproveitávamos todos os momentos ao máximo até chegar a hora de dizer adeus. Aquele miúdo é demais, acreditem.

Tal como muitas tardes que desfrutámos, hoje foi uma delas. Depois de uma sessão de estudo em casa da avózinha fomos ter o nosso 'encontro' de fim de semana. Tal como temos feito ultimamente (e não sei porquê) fomos lanchar a um café que estava cheiinho de gente - nada habitual. Alegria das alegrias, já tínhamos que fazer naqueles 15 minutos. Comentar o que víamos.
Sei que parece estúpido, mas o que mais gostamos de fazer é imaginar coisas onde elas não estão. Quem nos conhece diz que parecemos uns doidos que não temos onde cair mortos. Que interessa? É divertido e é.

Ao nosso lado estavam dois azeiteiros (um deles tinha um diamante na orelha) que não paravam de olhar. Chegou um terceiro elemento, ou melhor, terceira. Virei-me para ele e disse: "Ai meu deus, olha esta gata aqui ao lado..." E ele olhou. Começou logo a rir, com aquele riso que parece que está a cair numas escadas, e que é extremamente contagiante.
À nossa frente estava um casal de velhinhos, daqueles mesmo queridos, a tomar o seu chá. Foi ele que reparou neles. Claro, ele é muito pior do que eu. "Olha, olha aqui, aquela senhoraahahahaha!" No momento em que eu olhei, bem, nao me conti. Tinha uma cara mesmo engraçada e estava a 'pensar no destino' (nao liguem, piada nossa).
Também nos rimos duma miuda que se estava a portar mal e estava a chatear a mãe. Foi ele que me ensinou uma maneira de não achar as aulas tão seca: olhar para alguém e imaginá-la com o cabelo de outra pessoa qualquer. Tem muita piada especialmente com professores mas resulta com qualquer um. E acreditem que as aulas passam mesmo rápido.


E assim acabou o nosso 'encontro', com lágrimas de riso e caras vermelhas. Fomos outra vez à avózinha que foi um grande final de tarde. Entrei no quarto dela e disse "Então 'vó, tass bem?". Obviamente nao esperava resposta. "TASS" diz ela. Agarrei-me à barriga e tive um ataque 'daqueles'.




Despedi-me dele. Provavelmente só o vejo no encontro.







Antes que pensem alguma coisa, ele é meu primo :D Não esperavam esta?

sábado, 17 de outubro de 2009

Friday Night Fever

Nada melhor que uma noite bem passada com quem mais gosto. Sinto que estou a começar a assentar a minha vida agora na ‘cidade’, coisa que nunca pensei que fosse acontecer. Ou melhor, pensei que nunca me iria adaptar tão bem. Na verdade, parece que tudo mudou lá (no outro mundo, como lhe chamo) e fico constrangida e com um sentimento estranho quando estou com os outros. Já não temos nada em comum…a não ser o nosso passado.

Primeira etapa da noite: meter-me no centro comercial com duas personagens, uma delas por vezes chamada ‘pilholho’ por uma certa pessoa. À saída de lá, um acampamento improvisado por gente viciada em U2 (coincidência, não?). Chegamos a minha casa e as meninas entretêm-se com os meus animaizinhos que têm nome de droga e de arroz. E prefiro não referi-los :) Depois de uns acordes na guitarra, chega a nossa boleia. E aí começa a aventura :p

Um jantar muito divertido, com direito a sessão de anedotas secas e ainda febre de Ice Tea! E é então que partimos para um concerto bastante original, vá. É impressionante o que o som da bateria provoca em certas e determinadas pessoas! Ainda demos umas valentes gargalhadas. No fim acabei por não ter de pagar bilhete (é o que dá ser assim :D) e terminar a noite a dançar na rua o Telmo Miranda.

Definitivamente, uma noite muito bem passada.
Estão a olhar para onde? Tenho o …. na testa?! (tinha de mandar esta piada, peço desculpa pela estupidez)

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Extreme - More than words


Aqui, ao som de boa música, tudo parece desaparecer.
Os meus problemas vão-se embora, os dos outros também, e fico sozinha. Uma sensação estranha invade todo o meu corpo desde a pontinha dos cabelos à pontinha dos dedos dos pés e um arrepio percorre-me a espinha.
Ponho-me a pensar no destino (se é que ele existe). E penso. Penso.
Penso em todas as pessoas que deixei para trás há um ano e meio e relembro todos os momentos que passei com elas. Tantos e tão bons. Aquele sítio era (e é) especial. Faz-nos crescer a sonhar e sonhar a crescer. Desde os concertos aos bailes, dos torneios às aulas, das gargalhadas às maluqueiras...Pergunto-me se voltará a acontecer. Respondem-me que sim. "Daquela maneira, não..", corrigem. Pois, foram únicos aqueles anos.
Volto a pensar neles. Foram tantas coisas as que se passaram que nem cabem todas aqui. Substituo tudo por uma palavrinha: cumplicidade. Já tenho uma lágrima no cantinho do olho. Engulo em seco e respiro fundo.
Começo a voltar à realidade e a assentar os pés no chão. A música acaba.


"Já passou.."

sábado, 10 de outubro de 2009

Cresce e aparece!

Às vezes sinto saudades. Saudades daqueles momentos que pareciam não ter fim. Ponho-me a pensar nos ‘ses’ e nos ‘porquês’…Quem me dera voltar atrás no tempo só para gozar mais um bocadinho a minha infância.
Podem-me chamar maluca, mas penso nisso a toda a hora. Quando passo por uma poça de lama, uma vozinha traquina fala dentro da minha cabeça “Salta, miúda! Salta!”. Mas rapidamente,outra fala mais alto “Cresce!Já não tens idade para estas coisas..”. Pois é. Já não tenho idade para isso. Ou pelo menos, já não devia ter.

Quem me dera! Só mais uns tempinhos...Aquela vontade de correr quando via um jardim à frente, aquela perda da noção do tempo quando brincava demais, aquela imaginação que se desfez com o passar dos anos, a invenção de brincadeiras novas, a esperança de voar depois de ver o Peter Pan, a alegria do Natal, as horas que gastava a ver desenhos animados...


Tanta nostalgia. Tanta mas tanta.


Mas ainda tenho uma criancinha dentro de mim. Ainda me rio sem razão nenhuma, ainda invento jogos estúpidos, ainda esboço um sorriso ao ver um animalzinho, ainda gosto de andar à chuva. Sim, eu sei. Mas todos temos uma criança dentro de nós. E espero nunca perder a minha de vista!