sábado, 26 de setembro de 2009

No exit!

E pronto. Aconteceu aquilo que eu já estava à espera. Decidi esperar porque dizem que 'a paciência é uma virtude'.

Tretas.

A paciência é para quem não tem mais nada para fazer, que é o meu caso. Sempre tive essa mania de dar esperanças a mim própria sem conhecer as consequências. Ou pelo menos, ignorá-las. Sim, ignorá-las é a palavra mais certa.
Sinto-me outra vez num beco sem saída. Numa sala sem portas, num mundo sem cor. Melhor dizendo, estou a dar em doida sem ti. E ainda por cima, nao falas! Portanto ainda me sinto pior. Sinto que sou uma menina pequenina, frágil, invisível, intocável.
Os contos de fadas não existem. Não deviam sequer ter sido inventados. Não deviam ter sido vividos por ninguém, porque no fim não se ouve "e foram felizes para sempre". Só servem para iludir as pessoas, principalmente eu.



Estou sozinha, aqui. Está frio e não tenho saída.





E não quero saltar.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Uma nova experiência

Hoje aconteceu-me uma coisa que nunca me tinha acontecido na vida (até hoje).
Uuh...o que vem aí?..será algo decente? Por acaso até não. Mas nunca me tinha acontecido portanto decidi partilhar.

(desembucha, miúda!)

Aqui vai.
Tinha acabado de entrar pela porta do meu prédio. Cruzei-me com uns meninos vestidos à colégio que nem um olá me disseram (esta juventude...) . Avancei e chamei o elevador. Não, não gritei 'Ó elevadooor!'. Também não sou assim tão estúpida. Carreguei no botão, obviamente, e abriram-se as portas.

(que mistério...)

"Esperem lá, há aqui algo de errado". As luzes do tecto do elevador estavam apagadas. "Se calhar fundiram, pensei eu" (cabeça oca!! És burra que nem uma porta). E entrei. Carreguei no botão do meu andar e comecei a pensar na quantidade de germes que estavam ali. A culpa foi da aula de inglês, só se fala da gripe dos porcos :P As portas fecharam-se. Ops. Não tinha pensado nisto. Ficou tudo escuro. E quando digo escuro, é mesmo mesmo escuro (mentirosa, via-se o zero marcado no ecrãzinho que tinha lá, a verde fluorescente).
Comecei a subir. Ouvi um barulho que mais parecia um motor de um carro velho a arrancar que depois foi abaixo. E parei. "Não acredito, estou presa. Presa. Presa. Presa. No escuroooo. Ah!". Tem calma, miúda. Mas estava cheia de medo. Agora percebo a cara daqueles miudos! Mas eles não ficaram presos... (mas tu sim! Muaahahahaha!)

"Tem calma" pensava eu. Involuntariamente, comecei a bater nas portas. E ouvi umas vozinhas :

- Madalena, és tu?!
- Não, não sou!
- Madalena?- agora em uníssono.
- Não! Estou presa, socorro!
- Aaah! Avó, avó! Ela está presa!! Avóóó!!

"Porra. Os míudos estão a passar-se. Madalena? Mas que m**** é esta?". Eles estavam em pânico. Eu estava com medo. Onde é que isto vai parar? Tirei o telemóvel da mochila e desbloqueei para ter luz. Parecia uma ceguinha, nem conseguia ver nada. Aproximei o mais possível dos botões e comecei a tentar em todos. Nenhum dava. Boa, genial. O meu coração começou a bater depressa demais para o meu gosto. Depois ouvi uma senhora:

- Madalena?
- Não, não sou a Madalena!- já me estava a passar
- Madalena..?
- Não! Sou a Luísa!!!- estava aos gritos completamente
- Marta?!
- Nãããoo!! Luísa!
- Ah..estás presa? Carrega no -2!
- Não dá!
- E na campainha?
- Também não.
- Ok, querida. Eu vou chamar a tua mãe. Em que apartamento moras?

E disse-lhe. Ela disse para ter calma. "Claro que sim, estou calmíssima. Sinto que estou num spa". Olhei para o tal ecrãzinho e dizia 'EF'. Deve ser de Estúpida e Fútil. Comcei a ouvir o tique-taque do meu relógio. Odeio quando isso acontece. É mesmo irritante, e depois não consigo parar de o ouvir! Boa, devo estar com uma crise existencial: primeiro chamam-me Marta e Madalena e agora chamo estúpida e fútil a mim própria. Ai, é horrível estar presa às escuras. é que não se tem nada para fazer, senão pensar. E eu entao, sou a mestre dos pensamentos! (oh, coitadinha da menina. Tão pequenina e já presa num elevador.Oooh) Eu sei, sou uma cobardolas. E então? Ao menos nao chorei... (quase, quase..)

- Estou, Luísa?- a minha mãe deve pensar que estava ao telemóvel :'D. Só me apetecia rir, mas nao conseguia.
- Sim?
- Vou ligar ao porteiro, sim?
- Está bem.

"Que bom, vou ficar aqui um dia inteiro. Vou morrer à fome!" (não, porque se o elevador cair primeiro, tu morres!) "Não é nada, ainda tenho muito para viver!" (até hoje..) "Ah! Cala-te!"

Pois. Sentia-me um desenho animado com um anjinho num ombro e um diabo no outro. Por outras palavras, sentía-me R-I-D-I-C-U-L-A. Olhei para o telemóvel para ver as horas. Deviam ter passado uns 10 minutos, mas para mim parecia uma eternidade!

Finalmente chegou um homenzinho para me tirar dali. Estava com medo de estar em frente a uma parede e não poder sair pelas portas que ele ia abrir! Abriu a de fora...e luz! Nunca fiquei tão feliz por ver luz! Tão graciosa tão linda :)

(estás a dar em doida, é só uma porcaria de uma fracção de tempo da tua vida..)

O senhor abriu a outra porta e lá estava o degrau para a liberdade! (o elevador só subiu uns 40 centímetros..) Não interessa, estou livre! Livre! ;D

Livre!

quinta-feira, 17 de setembro de 2009


- "You know, young boy, love is just a powerful thing."


-"Greatest than gravity?"


-"Well, hum...Yes, yes. I would say it is the greatest force on earth."



The sword in the stone, Disney :)

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Insónias.

Odeio, odeio isto. Não suporto ficar horas a olhar para o tecto à espera que um milagre aconteça e que de repente acorde na manhã seguinte. Ultimamente tem sido assim. OK, o meu cérebro nao precisa de descansar (ou sim) entao nao adormeço. No início ainda parece que vai ser uma noite normal mas depois tudo muda. Os meus olhos começam a habituar-se ao escuro e já consigo ver a forma dos móveis que estão simplesmente a 'fazer nada'. As horas passam tão devagar...e depois pronto, o costume. Ponho-me a pensar em coisas que nunca vão acontecer, em diálogos com pessoas enterradas na minha memória, em passeios, em mortes, em contos de fadas (ir)reais que me acontecem a toda a hora...sim, nos meus livros que ficam a meio porque a tinta acaba-se e as páginas sobram.
Estou mesmo farta disso. Completamente fartinha destes livros. É por isso que decidi que os vou queimar a todos.

"Não, é melhor não. Não queimes o último..." diz uma vozinha suave na minha cabeça. Fico a sonhar alguns segundos, em mais e mais histórias que eu sei que nao vão acontecer. Quero lá saber, é altura de mudar. Afinal, nao tenho mais nada para fazer. E assim foi, queimei-os e deitei-os fora como se fossem lixo. Lixo, lixo lixo.
E assim passou um bom par de horas. Na manhã seguinte acordam-me cedíssimo a dizer que o meu gato está em apuros. Lá vou eu armada em heroína e vou para o lado de fora da janela (do 4º andar, atenção) e consigo salvá-lo. Enfim, gatices.

sábado, 5 de setembro de 2009

Do penguins fly?..



Porque a vida tem destas coisas :D

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Preciso do teu abraço!!






















quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Casinha de madeira.

Confortavelmente sentada na relva, observei a paisagem à minha volta. Verde e azul, eram as cores predominantes. Pinheiros, cedros, oliveiras, fiteiras, bambus, cerejeiras, arbustos, muitas flores…estava (definitivamente) em casa. Cruzei as pernas ’à chinês’ e coloquei as mãos ao lado do meu corpo. Sentia as ervinhas na palma de cada mão e nos dedos. Envolvida nos meus pensamentos, fechei os olhos. Sorri. O cantar dos pássaros sempre me animou a alma, assim como o vento que brincava com os meus cabelos.
Subitamente, lembrei-me da casa da árvore. Aquela casa que sempre sonhei ter. “Um dia destes começamos a fazer uma casa numa árvore, o que dizem?” Claro que é o sonho de todas as crianças, ter um sítio onde se esconder, onde descansar, pensar, brincar, estar com os amigos. Nessa altura comecei logo a imaginar coisas! A pensar como a iria decorar, como havia de a fazer, qual seria a forte árvore que iria aguentar tanta coisa. Tão inocentezinha… os anos foram passando e nem um pedaço de madeira foi movido. Nenhum projecto foi feito. Nenhum sonho foi realizado. Sinceramente, até eu me esqueci. Só agora é que me lembrei disto

(devem ter sido as plantas que me avivaram a memória telepaticamente :P)

Continuei a pensar nela, enquanto ia mexendo na relva suavemente. Se eu a tivesse feito, sabia exactamente como a decorar. Lá dentro, colocava um sofá pequeno, umas cadeiras, uma mesa, uma estante pequena com jogos de tabuleiro, livros, CD’s, cartas, uma televisão velhinha e um tapete. Era tudo o que eu precisava para passar os verões com um amigo ou outro. Mas, vou-me deixar de dramas! É claro que ainda a posso ter, é obvio. Nunca é tarde demais para viver momentos que tanto desejamos, certo?

Certo ou não, continuo a “ter em mim todos os sonhos do mundo”





Afinal, ainda estou de olhos fechados :)