terça-feira, 6 de julho de 2010

A Walk to Remember


Era uma vez uma menina. Pequenina. Gostava de sonhos, viagens, pessoas, abraços, acreditava na amizade, no amor, na esperança, na felicidade. Sonhava em crescer um dia com alguém ao seu lado e ansiava pelo momento em que soubesse que ninguém a conseguia parar de viver a vida com satisfação e prazer. Confiava em quem confiava nela, e dava a mão apenas às pessoas que estendessem a sua. Esperava que algumas pessoas mudassem, porque tinha a certeza que toda a gente tinha um lado bom. Toda, sem excepção. E tinha razão. E a menina foi crescendo, devagarinho. Primeiro, ninguém reparava, mas depois as mudanças nela foram sendo cada vez mais perceptíveis. Um dia, pediram-lhe para a acompanhar por outro caminho, «parecido com o outro», diziam. Ela não quis. Mas um lindo sorriso convenceu-a. Como o passeio era menos inclinado, não se importou e seguiu em frente sem olhar para trás, no meio de brincadeiras e gargalhadas. Decidiu andar mais rápido e, de repente, estava sozinha. Sem ninguém, num sítio desconhecido. Ouvia vozes familiares ao longe, mas algo nelas era diferente. O céu escureceu e um arrepio percorreu-lhe o corpo. Tinha sido abandonada pelo lado bom que julgava que toda a gente tinha. Mas porquê? Porque lhe fizeram isto, sem avisar? E depois pensou «eles é que perdem, não eu» e, através de um atalho, chegou ao caminho anterior, sem problemas. E estenderam-lhe a mão, com toda a honestidade.
Cresceu mais uns centímetros nesse momento e sorriu à amizade que a rodeava.

3 comentários:

  1. Mais um belo texto ;) já é um habito :P os caminhos que escolhemos nem sempre são os melhores, mas todos são importantes, porque é com os erros que aprendemos. Continua a ver e a pensar que existem sempre lados bons, porque só assim é que podemos tambem melhorar o que existe à nossa volta. O que interessa é que voltaste ao caminho certo, estás feliz e cresceste, assim sim :P beijinho

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  2. Quando li o título pensava que te tinhas inspirado no filme ou no livro (que, por acaso, aconselho a toda a gente), mas estava enganada, pois tu não precisas de te inspirares em obras de outros autores, porque tu és fantástica e consegues criar textos lindos como este sozinha.
    Só me resta acrescentar mais uma coisa: Parabéns!

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